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Comunicando-se Parte 2

Atrás do córtex pré-frontal há uma faixa que passa pelo topo do cérebro: o córtex motor. Nele há bilhões de neurônios que se conectam com os músculos. Ele tem também características que contribuem para sermos muito diferentes dos macacos ou de outros animais. O córtex motor primário nos dá “uma capacidade excepcional (1) de usar as mãos para executar trabalhos altamente engenhosos e (2) de usar a boca, os lábios, a língua e os músculos faciais para falar”. — Textbook of Medical Physiology, de Guyton.
Considere brevemente como o córtex motor afeta a sua capacidade de falar. Mais da metade dele controla os órgãos de comunicação, que ajuda a explicar a inigualável capacidade de comunicação dos humanos. Embora as mãos desempenhem um papel na comunicação (na escrita, nos gestos normais ou na linguagem de sinais), a boca em geral desempenha a maior parte. A fala humana — da primeira palavra de um bebê até a voz de uma pessoa de mais idade — é inquestionavelmente uma maravilha. Cerca de 100 músculos na língua, nos lábios, nos maxilares, na garganta e no peito interagem para produzir inumeráveis sons. Note este contraste: uma célula cerebral pode comandar 2.000 fibras do músculo da barriga da perna de um atleta, mas as células cerebrais para a laringe podem concentrar-se em apenas 2 ou 3 fibras musculares. Não sugere isso que o nosso cérebro é especialmente equipado para a comunicação?
Cada frase curta que você pronuncia exige um padrão específico de movimentos musculares. O significado de uma expressão pode mudar, dependendo do grau de movimento e da sincronização ultra-rápida de muitos músculos diferentes. “Num ritmo confortável”, explica o fonoaudiólogo Dr. William H. Perkins, “nós pronunciamos cerca de 14 sons por segundo. Isso é duas vezes mais rápido do que podemos controlar a língua, os lábios, os maxilares e outras partes do aparelho fonador quando os acionamos separadamente. Mas quando usamos todas essas partes juntas para falar, elas comportam-se como os dedos de um exímio datilógrafo ou de um grande pianista. Seus movimentos combinam-se numa sinfonia de requintada sincronização.”
As informações necessárias para simplesmente perguntar “como vai?” estão armazenadas numa parte do lobo frontal do cérebro chamada de área de Broca, que alguns consideram ser o centro de articulação da palavra. O neurocientista e prêmio Nobel Sir John Eccles escreveu: “Nenhuma área correspondente à . . . área de Broca, de controle da fala, foi encontrada em macacos.” Mesmo se uma área similar for encontrada em animais, o fato é que os cientistas não conseguem fazer com que os macacos produzam mais do que uns poucos grunhidos. O ser humano, porém, pode produzir uma linguagem complexa, juntando palavras segundo a gramática de sua língua. A área de Broca ajuda-o a fazer isso, na fala e na escrita.
Naturalmente, não se pode exercer o milagre da fala sem conhecer pelo menos um idioma e entender o significado de suas palavras. Isso envolve outra parte especial do cérebro, conhecida como área de Wernicke. Ali, bilhões de neurônios discernem o significado de palavras faladas ou escritas. A área de Wernicke ajuda a pessoa a entender o que ouve ou o que lê, podendo assim adquirir e assimilar informações.
Há ainda outros fatores envolvidos na linguagem fluente. Para ilustrar: Um “olá” pode transmitir muitos sentidos. O tom da voz indica se você está feliz, emocionado, aborrecido, apressado, incomodado, triste ou amedrontado, e pode até mesmo revelar graus desses estados emocionais. Outra área do cérebro fornece informações para o lado emocional da linguagem. Portanto, várias regiões do cérebro entram em ação quando você se comunica.
Alguns chimpanzés foram ensinados a usar uma versão simplificada da linguagem de sinais, mas seu uso basicamente se limita a simples pedidos de comida ou de outras coisas básicas. Com experiência em ensinar alguns gestos simples de comunicação a chimpanzés, o Dr. David Premack concluiu: “A linguagem humana é um embaraço para a teoria evolucionária porque sua capacidade é tremendamente maior do que se possa explicar.”
Podemos perguntar: ‘Por que os humanos têm essa habilidade de comunicar pensamentos e sentimentos, de fazer perguntas e de dar respostas?’ A Encyclopedia of Language and Linguistics diz que “a fala [humana] é especial” e admite que “a busca de precursores na comunicação animal pouco ajuda a transpor o enorme abismo que separa a linguagem e a fala dos comportamentos não-humanos”. O professor Ludwig Koehler resumiu a diferença: “A fala humana é um segredo, um dom divino, um milagre.”
Como é grande a diferença entre o uso de sinais por um macaco e a complexa capacidade lingüística de uma criança! Sir John Eccles falou a respeito do que a maioria de nós também já observou, isto é, a habilidade “exibida até mesmo por crianças de três anos com sua torrente de perguntas no seu desejo de entender o seu mundo”. Ele acrescentou: “Em contraste, os macacos não fazem perguntas.” Sim, só os seres humanos formulam perguntas, inclusive perguntas sobre sua capacidade de fazer perguntas.
Uma coisa é certa, a capacidade humana de se comunicar nos deu a oportunidade de sonharmos com a conquista do universo. Talvez nós o conquistemos. Por ora, temos em mãos todas as ferramentas para alcançarmos um mundo muito melhor, mais justo, criativo e produtivo. Basta conquistarmos a nós mesmos e conquistaremos todo o resto.

Fontes:

Revista Despertai!

http://64.233.167.104/search?q=cache:e6tNKiU932oJ:www.syntesis.com.br/noticias.php%3Fnoticiaid%3D539+%22capacidade+humana+de+se+comunicar%22&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=8&gl=br



Escrito por hERBERT wEIL às 19:46:14
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Comunicando-se

Na primeira aula de teoria da comunicação que tive na faculdade (e na vida) tive (a sala teve) que redigir uma dissertação sobre o tema: “Qual a importância da comunicação na modernidade midiática?”. É claro que a professora havia dado aula sobre o assunto e (teoricamente) estávamos preparados para escrever o tal texto. Eu não havia prestado muita atenção na aula como um todo. Escrevi o texto que se segue (deu 28 linhas na folha de caderno):

As mídias e a comunicação

Tomando-se por base o fato de que as mídias existem em função da comunicação, fica claro observar que a transmissão de informações, e a interação entre o emissor e o receptor dessas informações, desempenha um papel vital em toda a estrutura de qualquer mídia moderna.
Uma das mídias que pode exemplificar isso é a internet. Ela é, atualmente, o meio de comunicação que mais oferece oportunidades de interação entre indivíduos. Talvez as interações mais significativas, pois por meio dela, culturas são disseminadas, conhecimentos compartilhados e desenvolvidos, acordos econômicos planejados e, até mesmo, pesquisas realizadas. Comunicar-se por meio da internet já é um hábito para mais de 600.000.000 de jovens com mais de 15 anos. No Brasil, seu aumento é vertiginoso e carrega nas costas a responsabilidade de trazer o desenvolvimento ao país como um todo.
As outras mídias, principalmente os livros, as revistas e os jornais, acusam a internet de fazer uso da comunicação e da troca de informações, de uma forma leviana, rápida demais. Stephen Kanitz, colunista da Veja, por exemplo, condena a pressa que se emprega na publicação de artigos, notícias e informações gerais em sites questionando a qualidade e veracidade de seu conteúdo. Ele mesmo diz reler 40 vezes cada artigo seu. É claro que cada mídia irá defender seu modo de se fazer valer da comunicação, contudo, todas terão de admitir que as inovações e invenções recentes da tecnologia tornam evidente a necessidade de se adequar e adaptar à modernidade, e ao estado avançado de desenvolvimento em que a comunicação se encontra.

Como o texto tava solto aqui em casa resolvi eternizar (palavra forte né... mas tudo bem huhuauh) ele aqui no blog. E pensando comigo mesmo vi que esse texto tem tudo a ver com a própria essência do meu blog. Afinal o que faço é a divulgação de informação (filosófica!) pela internet. E analisando um pouco mais me vi como alvo de crítica de um dos meus favoritos colunistas, Stephen Kanitz. No texto mencionei que ele critica os redatores de artigos para a internet por o fazerem rápido demais. Bem, eu publico um artigo por dia. Não acho que eles percam a qualidade por isso, até porque empenho-me ao máximo em cada um, na medida que disponho de tempo. Mas tudo bem... quem sou eu pra contradizer ele...

A internet nos dá possibilidades de comunicação que Sócrates lá na Grécia no século 5 a.C. se quer poderia sonhar no mais fantasioso sonho. A informação na sua época corria tão rapidamente quanto um cavalo (ou voava tão rapidamente quanto uma pomba). Não havia outra forma de se transmitir os fatos e descobertas para outras pessoas de lugares distantes que não fosse por um mensageiro. As vezes essas informações vinham de muito longe. Muito longe mesmo. Mas muito longe MESMO. Elas vinham do céu (ou ao menos era o que diziam). Os gregos criaram seus deuses muito parecidos consigo mesmos (“...e os gregos passaram a fazer os deuses à sua imagem e semelhança...”). Um exemplo é a história de como Apolo, deus do sol, do tiro com arco e patrono da verdade, foi parar em Delfos. De acordo com a lenda, Apolo foi a Delfos com sacerdotes de Creta no dorso de golfinhos. Outra lenda sustenta que Apolo chegou a Delfos vindo do norte e parou em Tempe, uma cidade na Tessália para colher louro, planta sagrada para ele. Com base nesta lenda, os vencedores nos Jogos Píticos recebiam uma coroa de louro colhido em Tempe. Na juventude, Apolo matou a terrível serpente Píton, que viveu em Delfos perto da Fonte Castalian, — de acordo com alguns — porque Píton tinha tentado violar Leto (mãe de Apolo) quando se encontrava grávida de Apolo e Ártemis. Não é engraçado observar qualidades tão humanas neles? Apolo era vingativo e ao mesmo tempo atencioso para com os humanos, afinal em Delfos era onde ele proferia profecias infalíveis para os humanos, aconselhando-os sobre tudo o que fosse imaginável. Ele mandava mensagens para as pessoas que o iam consultar.

Sócrates foi considerado por este oráculo em Delfos o homem mais sábio do mundo. Sócrates não acreditou muito, mas chegou a conclusão: “Ouvida a resposta do oráculo, refleti desse modo: “O que quer dizer o deus? O que esconde o enigma? Porque eu, por mim, não tenho consciência de ser sábio, nem pouco nem muito. Que quer dizer então o deus quando diz que sou o mais sábio dos homens? Certamente não mente, ele que não pode mentir”. Ele não se considerava grande sábio de forma que foi investigar o porque que o deus dizia que ele era sábio. Como ele fez isso? Foi às pessoas que era consideradas sábias e conversou com elas, no intuito de confirmar que estes eram mais sábios que ele. Contudo, o contrário ficou provado, a saber, que Sócrates era mais sábio que todos eles. Sua forma de argumentar, a retórica, muitas vezes, talvez todas, desmontava os raciocínios dos seus interlocutores. Sócrates era um mestre da argumentação, da persuasão e, por conseqüência, da comunicação. Na verdade, os gregos todos davam muita importância à comunicação. Havia até mesmo um deus que se ocupava quase que unicamente em levar mensagens: Hermes (existe até um ramo da filosofia chamado Hermenêutica, que tem como objetivo o entendimento e a interpretação de textos, já que Hermes também era o deus do entendimento humano.

O termo “comunicação” vem do latim communicatio, do qual podemos extrair o significado: “atividade realizada conjuntamente”. A primeira vez na história que essa palavra foi usada, pelo que se sabe hoje, foi nos mosteiros, onde apareceu uma prática com esse nome, que era o ato de “tomar a refeição de noite em comum”, cuja peculiaridade não recai sobre a banalidade de “comer”, mas de faze-lo “juntamente com outros”. A originalidade dessa prática fica por conta dessa idéia de “romper o isolamento”. O termo comunicação não designa todo e qualquer tipo de relação, mas aquela onde haja elementos que se destacam de um fundo de isolamento, a intenção de romper o isolamento e a idéia de uma realização em comum. É interessante notar a diferença entre informação e comunicação. Um pode ser o outro e vice-e-versa. Por exemplo, você considera o livro uma informação ou meio de comunicação? Depende. Se ninguém ler o livro ele será apenas uma informação. Mas a partir do momento que alguém tem acesso a essa informação o livro se transforma em um meio de comunicação. Assim, toda informação é potencialmente comunicação. Tornando-se tal somente quando outra consciência capaz de entender aquelas informações do livro passa a lê-las. Por isso, em sua acepção mais fundamental, o termo comunicação exprime a relação entre consciências.
A relação entre consciências é imprescindível para o desenvolvimento das nossas virtudes, assim como também exerce uma influência imperativa no aparecimento de nossas qualidades ruins. Na verdade, a comunicação é essencial para toda a construção de nosso ser. Pelo modo de uma pessoa falar, por exemplo, é possível perceber muitas coisas no que tange à sua personalidade e caráter. Há pessoas que, por meio da sua forma de se expressar, fazem chantagens emocionais. Ainda outros não sabem usar a comunicação de forma que falam apenas coisas fúteis, das quais dificilmente se aproveita uma frase. O pior de tudo é que pessoas assim não mudarão, com um milagre talvez, e o único que poderá ser influenciado é você (se bem que eu tenho uma opinião muito forte e dificilmente mudo dessa forma). A falta de cultura reflete diretamente na forma de se comunicar de uma pessoa. Contudo isso não é regra, muitas vezes um profissional com uma sólida formação tem uma carreira mediana e seu colega, que possui pouco ensino, mas uma boa comunicação, tem uma carreira cheia de êxito. A diferença está na forma de se comunicar. Mas é preciso esclarecer: às vezes, saber se expressar é confundido com falar demais. Este é um erro. Pessoas que falam muito acreditam que são comunicativas. Porém, não é bem assim. Comunicar-se de forma eficiente é conseguir o entendimento entre as pessoas. Por isso, falar bem é um ato tão simples quanto complexo ao mesmo tempo. É preciso fundamentalmente ter bom-senso e saber qual é o seu lugar...A forma de se expressar, de se comunicar, é desenvolvida com a leitura e com a arte de escutar. Quem fala de mais normalmente não fala nada útil.
Uma forma na qual a comunicação exerce um papel extremamente útil é o caso da comunicação enfermeiro/paciente. Por meio dessa comunicação o enfermeiro pode identificar os significados que o paciente atribui à doença, à hospitalização e ao tratamento cirúrgico. Alguns estudos comprovam que quando o enfermeiro explica a situação do paciente, conversa com ele acerca dos porquês que as coisas estão sendo feitas daquela forma, contribui para sua valorização e, invariavelmente, ajuda na recuperação e/ou superação da enfermidade.

Enfim, todos sabemos que a comunicação é extremamente importante para a vida humana. Há várias formas de se comunicar mas segundo Nietzsche “O melhor e essencial só se pode comunicar de homem para homem”. Sócrates também compartilhava deste ponto de vista, tanto que não escreveu nenhum seus ensinos. E essa gama de possibilidades que o homem tem para se comunicar com os outros é que impressiona. “Quando estudamos a linguagem humana”, escreveu o professor de lingüística e filósofo Noam Chomsky, “nos aproximamos do que pode ser chamado de a ‘essência humana’, as características peculiares à mente que são, pelo que sabemos, exclusivas do homem”. Barbara Lust, professora de lingüística e desenvolvimento humano, declarou: “Com apenas 3 anos de idade, as crianças já possuem um conhecimento tão complexo e preciso de estrutura e sintaxe lingüística que constitui um desafio a qualquer teoria conhecida que tente explicar como essa habilidade surgiu”. Sendo assim, no próximo artigo consideraremos o funcionamento fisiológico da fala. Não perca.

Escrito por hERBERT wEIL às 13:30:24
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...

Esse foi o segundo texto que tivemos que escrever na faculdade. Os fatos não são totalmente verídicos, mas os sentimentos sim.

 

Anseios

 

            A conjunção de acontecimentos daquele dia não havia sido extraordinariamente fascinante, mas provocou em mim um sentimento de falta, um sentimento difícil de definir, afinal era por causa dela. Não que eu esperasse que fosse conseguir sanar todas as minhas vontades, e as delas, naquela sessão do cinema. Mas como somos, eu e ela, idealizadores natos, sonhamos com a possibilidade. O fato é que não se concretizaram nossos desejos.

            Quando cheguei em casa, as luzes estavam todas apagadas e o frio realçava ainda mais minha solidão. Saber que ela sentia o mesmo não era suficiente. Pelo menos, agora não mais. Minha mãe e meu irmão já dormiam quando, com cautela, abri a porta do quarto e adentrei na escuridão do cômodo. Meus olhos aos poucos passaram a enxergar as coisas mais claramente de modo que pude me trocar. As roupas não estavam molhadas, mas pareciam dez vezes mais pesadas do que o normal. Talvez fossem meus anseios que custavam a se separar de mim. Vagarosamente deitei na cama e puxei o edredom para cima de mim. Olhando para o teto sonhei acordado que ainda segurava em sua mão. Que ainda estava ao seu lado.

            Perdi a conta de quanto tempo rolei na cama buscando uma posição confortável para dormir. Não conseguia fechar os olhos sem pensar nela. Não tinha certeza se era o melhor a fazer, mas levantei e fui até a sala. Igualmente em trevas, a sala estava vazia. Apenas uma pequena e incessante luz vermelha piscava no aparelho de som comprado por meu pai antes mesmo de eu nascer. Abri uma gaveta em um dos móveis ao lado do sofá e retirei dela um fone de ouvido que pertencia ao meu bisavô. Conectei-o no aparelho, selecionei o LP na estante e deitei cuidadosamente a agulha sobre o vinil.          

            O som encheu minha mente e inflou minha imaginação. Um toque leve iniciou a música. A introdução cantava: “Wouldn't it be nice if we were older Then we wouldn't have to wait so long…”. Respondi baixinho; “Sim”, me dando conta do quanto eu a amava.



Escrito por hERBERT wEIL às 12:55:35
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PC QUEBRADO!!

Infelizmente esse final de semana ficarei sem publicar artigos. Meu computador não quer ligar mais Oo. Até segunda, ou terça no máximo, espero estar com esse problema resolvido. Agradeço a compreensão de todos.

Escrito por hERBERT wEIL às 15:59:54
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Nietzsche e o sofrimento

Todos nós temos fases ruins na vida. Todos enfrentamos dificuldades que parecem intransponíveis. Todos passamos por reveses. Quando isso acontece, muitas vezes temos vontade de desistir. A maioria dos filósofos tentou reduzir nosso sofrimento, oferecendo conselhos de como amenizar a dor. Mas houve um que se debruçou mais seriamente sobre a questão. Friedrich Nietzsche acreditava que todos os tipos de sofrimento e fracasso deveriam ser bem-vindos no caminho para o sucesso e visto como desafios a serem superados, como os alpinistas fazem ao subir uma montanha. Praticamente sozinho entre os filósofos, considerava os infortúnios como algo vantajoso na vida. Ele escreveu: "A todos com quem realmente me importo desejo sofrimento, desolação, doença, maus-tratos, indignidades, o profundo desprezo por si, a tortura da falta de confiança e a desgraça dos derrotados. Para compreender o que Nietzsche quis dizer, vale a pena escalar sua montanha proferida, nos Alpes Suíços.

Aqui podemos começar a entender por que Nietzsche gostava do topo das montanhas: é do ápice que você desfruta a melhor vista. Mas chegar lá é sempre mais difícil. É sintomático que, em sua visão, para conquistar algo que valha a pena, p homem tenha que fazer um grande esforço. Friedrich Nietzsche entendia de esforço, tanto físico quanto mental. Sua vida foi muito difícil.
Ele viveu em permanente luta contra doenças: vertigens, dores de cabeça, enjôos, provavelmente em decorrência de sífilis que contraiu jovem, num bordel em colônia. Era obrigado a estar sempre se mudando, em busca de um local cujo clima não agravasse seu estado.

O lugar onde se sentia melhor era Sils Maria, no alto das montanhas do sudeste da Suíça. Nietzsche esteve lá pela primeira vez em julho de 1879 e apaixonou-se pelo lugar. "Tenho o melhor da Europa, com um ar soberbo", escreveu: "sua natureza combina com a minha". Ele passou oito verões em Sils Maria, neste quarto alugado por um fazendeiro. Nesse lugar Nietzsche trabalhou em suas maiores obras como: Assim Falava Zaratustra, Além do Bem e do Mal, Crepúsculo dos Ídolos. Mas seus livros não fizeram sucesso enquanto ele estava vivo. Embora tenha recebido o título de professor universitário aos 24 anos, seus pensamentos destoava do de seus colegas. Ele viu-se obrigado a se aposentar aos 35 anos. Pelo resto da vida, viveu com bem pouco dinheiro, e os muitos livros que escreveu foram ignorados.

Ele tinha uma rotina definida, acordava às 5 horas da manhã, escrevia até ao meio dia e saia para caminhadas nas montanhas ao redor do lugarejo. Mas Nietzsche não foi morar nas montanhas só por causa do ar puro e das belas paisagens. O cenário que o rodeava espelhava suas idéias sobre si e seu trabalho. "A filosofia", ele escreveu: "é o exílio voluntário entre montanhas geladas". A vida amorosa de Nietzsche foi igualmente desastrosa, todas as suas tentativas de seduzir mulheres foram em vão. Muitas se assustavam com seu volumoso bigode. Diversas vezes ele confessou sofrer com a solidão. Escreveu a um amigo casado: "Graças a sua esposa, as coisas são 100 vezes melhores para você do que para mim. Vocês tem seu ninho juntos. Eu tenho uma caverna".

Nietzsche resolveu mergulhar na filosofia, mas sua vida produtiva foi abreviada cruelmente. Terminou seus dias na loucura, depois do famoso colapso nervoso em que abraçou um cavalo em Turim, no ano de 1889. Ele voltou a pensão onde morava, dançou nu, pensou em fuzilar o Kaiser (um Rei) e declarou ser, entre outros, Jesus, Napoleão, Buda, o Rei de Piemonte e Alexandre, o grande. Foi posto num trem de volta a Alemanha e confinado num sanatório até sua morte, 11 anos mais tarde, aos 56 anos. Uma lição que a vida difícil ensinou a Nietzsche, foi que toda conquista é fruto de luta e esforços constantes, embora imaginemos o sucesso com fácil e natural para algumas pessoas. Na visão de Nietzsche, não existe estrada reta até o topo.

"Não falem de dons ou talentos inatos", escreveu. Podemos listar muitas figuras importantes que não tinham talento, mas conquistaram seu mérito e transformaram-se em gênios. Elas fizeram isso superando dificuldades e seus limites. A vida de uma bailarina é um exemplo perfeito. Precisa trabalhar e dedicar-se muito. Uma carreira abraçada por amor. Basicamente, sua vida é praticar os mesmos passos até acertar e conseguir fazê-los sem qualquer esforço aparente. Claro, porque forçar os músculos e de dores no pé também, por causa das sapatilhas de ponta. O efeito delas é bonito, mas elas causam dor.

A essência da filosofia de Nietzsche é uma idéia simples: Dificuldades são normais. Não devemos entrar em pânico nem desistir de tudo. Nossa dor vem da distância entre aquilo que somos e o que idealizamos ser. Por não dominarmos a receita da felicidade, nós acabamos sofrendo. Mas Nietzsche achava que não bastava sofrer. Se o único requisito para se sentir realizado fosses as dificuldades, todos seriam felizes. O segredo está em saber reagir ao sofrimento, ou, quem sabe usá-lo para criar coisas belas.

Nietzsche tinha sugestões para isso.

Nietzsche foi um dos poucos filósofos a destacar o lado bom das dificuldades e do fracasso. Ele achava que todos nós podíamos nos beneficiar deles. O interessante é a idéia de que na vida de qualquer um, mesmo sendo uma boa vida, sempre haverá um degrau de fracasso. Pode não ser muito, mas sempre haverá. Para Nietzsche, não bastava o fracasso, e sim a forma como o fracasso é encarado. Um dado que surpreende a biografia de Nietzsche é a vontade que ele sentiu de abandonar a vida acadêmica para se dedicar a profissão de jardineiro. Esse plano nunca se realizou, mas lidar com as plantas ensinou-lhe uma lição. Dizia que, diante dos problemas, devemos nos espelhar aos jardineiros, pois estes são capazes de cultivar algo que se parece feio a principio, até extrair a beleza que há nele. Para Nietzsche, essa é uma metáfora de como devemos agir na vida: pegar situações que nos parecem horríveis e fazer nascer algo belo delas. Há algo animador na comparação botânica feita por Nietzsche, mesmo nossos sentimentos mais vis e negativos, podem dar belos frutos se bem cultivados, isso só depende de nós mesmos. A inveja, por exemplo, pode gerar só amargura, mas, se conduzida do jeito certo, pode nos estimular a disputar com um rival e produzir algo maravilhoso. A ansiedade pode nos deixar em pânico, mas também pode nos levar a uma análise do que está errado, gerando, assim, paz de espírito.


Era por isso que Nietzsche desejava o infortúnio a seus amigos. Por acreditar que as dificuldades eram um mal necessário e que, se cultivadas com a aptidão necessária, podiam levar a criação de coisas belas. Nietzsche dizia que, para conseguir grande felicidade na vida, para colher grandes alegrias, é preciso viver perigosamente, viver é uma coisa arriscada, e quem não arrisca não petisca. Se Nietzsche dedicou-se a pensar nas melhores reações aos problemas, ele também refletiu sobra quais as mais desastrosas. E concluiu que uma das piores era afogar as mágoas.
Um dos traços mais marcantes era seu horror pelo álcool. Era mais que uma questão de gosto pessoal. Ele dizia que qualquer pessoa que quisesse ser feliz, não deveria chegar perto de bebidas alcoólicas. Ele dizia: "os espíritos mais elevados devem abster-se de bebidas". Água, a bebida de Nietzsche. Imaginar que seja bom escapar dos problemas tomando 1 ou 2 copos de drinques de vez enquando é ter uma visão equivocada da análise nietzschiana da relação entre sofrimento e felicidade.

A felicidade não vem de fuga de problemas, e sim do ato de cultivá-los para extrair algo de positivo deles. A última coisa que Nietzsche recomendaria seria afogar as mágoas. Nossas preocupações são pistas valiosas do que está errado com nossas vidas e podem apontar o caminho para torná-la melhor.

Nietzsche nasceu na pequena Rocken, na ex Alemanha oriental. Seu pai era o pastor do local. A mão extremamente devota, também era filha de pastor. O filósofo adorava o pai, e deve ter ficado em choque quando o perdeu repentinamente, com apenas 4 anos. Essa perda o atormentou pela vida toda. Uma das primeiras coisas que fez quando juntou algum dinheiro, foi comprar a grande lápide que até hoje vemos no túmulo de seu pai. Nela, ele mandou escrever uma frase do novo testamento: "o amor nunca morre". Mesmo tendo amado profundamente o pai e mesmo sendo sepultado num cemitério cristão ao lado dele, Nietzsche via com reservas o tipo de ajuda que o cristianismo oferece em tempos de dificuldades.

É revelador visitar a casa onde Nietzsche nasceu, à sombra da igreja luterana onde seu era pároco. O local está preservado em detalhes. Nietzsche deve ter crescido numa atmosfera extremamente religiosa. Assim, é surpreendente ler o que ele escreveu já adulto, sobre a religião de seus pais: "é justo que se leia o novo testamento com reservas". Nietzsche era contra o cristianismo pelo mesmo motivo que condenava o álcool. Ir a um culto na igreja pode fazer você se sentir melhor rapidamente, da mesma forma que se embebedar pode fazer isso. Mas, para ele, a fé cristã pode amortizar a dor, amortizando também a energia que ela nos dá para superar os problemas e chegar a verdadeira felicidade. Há diferenças inegáveis entre a igreja e o bar, mas, para Nietzsche, o tipo de consolo fornecido nos dois locais era o mesmo.Ele acreditava que o novo testamento tenta nos animar dizendo que muitas coisas que vemos como problemas, na verdade não são problemas, mas qualidades. Para quem é acanhado demais, o novo testamento diz: "bem aventurados sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem". E para aqueles que sofrem com falta de dinheiro e que invejam aqueles que o têm, lá está o consolo do novo testamento: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus". Para Nietzsche, essas palavras eram catastróficas, como o álcool, o aconselhamento cristão pode aliviar a dor, mas também leva a energia para superar o problema que o gerou.

Nietzsche enfrentou dificuldades imensas. Foi pobre, doente e solitário. Mas nunca teve a atitude que acusava os cristãos de terem, ou seja, ele nunca afirmou que saúde, riqueza e amor eram coisas ruins. Aceitava o fato de não ter essas coisas, em parte por escolha própria, em parte graças as circunstâncias, mas jamais negou seus desejos, nem sua dor. Assim, talvez não seja surpreendente encontrar nos registros funerários do Vilarejo onde morava em Rocken, a inscrição deixada pelos párocos ao lado do seu nome, dizendo: "O Anticristo". Embora tenha tido uma vida difícil, não devemos achar que Nietzsche viveu se lamentando o tempo todo. Muitas vezes, ele falava da satisfação, sobretudo quando estava nas montanhas. Mas, por satisfação, ele queria dizer algo mais abrangente do que a sensação de bem estar que, talvez, possamos imaginar.

Chegou a escrever sarcasticamente sobre pessoas que ele considerava "Viciadas na religião do conforto". Ele chamava essas pessoas de pequenas, mesquinhas, que se escondem na floresta como cervos amedrontados. Mas aqueles que se aventuram ao sair pela clareira poderão apreciar a vista e respirar a brisa. Só então compreenderão a vantagem de abandonar o conforto em busca da verdadeira realização. Como diz aquela famosa frase de Nietzsche: "o que não me mata só me fortalece".

O interesse de Nietzsche era que as pessoas fossem felizes. Mas, diferentemente de todos os outros filósofos, ele acreditava que os extremos da dor eram um componente vital para chegar a felicidade que tinha em mente. Nem tudo aquilo que nos faz sofrer é necessariamente ruim. Assim como nem tudo que nos dá prazer necessariamente nos faz bem. "Considerar o sofrimento como algo mau a ser abolido", Nietzsche escreveu: "é o cúmulo da idiotice".

 

Fonte: Youtube xD



Escrito por hERBERT wEIL às 23:06:41
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Momento sentimental

 

Essa música diz muito sobre como me sinto para com uma pessoa, infelizmente. =[ .

O vídeo dela aí:

http://br.youtube.com/watch?v=EEFeheYJU7c



Escrito por hERBERT wEIL às 19:51:11
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Montaigne faz aniversário de 475 anos

Michel Eyquem de Montaigne foi um grande escritor e ensaista francês e que, se estivesse vivo hoje, estaria completando 475 anos. Seu legado e grande contribuição à filosfia estão resumidos nestes três vídeos "Filosofia para o dia-a-dia":

http://br.youtube.com/watch?v=Yf_UVepvKZ0 - Parte 1

http://br.youtube.com/watch?v=jH4X8Za_EX8&feature=related - Parte 2

http://br.youtube.com/watch?v=fUVI0C-gxNg&feature=related - Parte 3

Vale a pena.



Escrito por hERBERT wEIL às 14:02:48
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Leucipo de Mileto e a bomba atômica

No dia 26 de Fevereiro de 1952, 56 anos atrás, Winston Churchill anunciou que o Reino Unido já tinha a bomba atômica, que não era novidade para países como Estados Unidos e União Soviética. O princípio da bomba atômica se baseia no rompimento do núcleo de átomos pesados, através do seu bombardeamento com nêutrons, como alguns isótopos do Urânio (natural), ou até mesmo de Plutônio (artificial). Como resultado, originam-se geralmente 2 átomos diferentes, de somatório de massas menor que o átomo original, já que a diferença se transformou em energia liberada durante a reação (lembra E=mc2 ?). Este método é utilizado em usinas nucleares, porém, de forma controlada, aproveitando a energia para a produção de vapor, que movimentará turbinas. A potência desta bomba é tão grande que se todas as bombas atômicas já produzidas fossem detonadas a vida seria extinta na terra. Seria o fim do mundo.

Diz-se que por volta do ano 430 a.C., caminhando pelas areias próximas ao mar Egeu, o filósofo grego Leucipo disse a Demócrito, seu discípulo: "Esta areia, vista de longe, parece ser um material contínuo, mas de perto é formada de grãos, sendo um material descontínuo. Assim ocorre com todos os materiais do Universo". "Mas, mestre", interrompeu Demócrito, "como posso acreditar nisso se a água que vemos aqui aparenta continuidade tanto de longe como de perto?" Respondeu-lhe Leucipo: "Muitos vêem e nâo enxergam; use os 'olhos da mente', pois estes nunca o deixaram na escuridão do conhecimento. Em verdade, em verdade lhe digo: todos os materiais são feitos de partículas com espaços vazios ou vácuo entre elas. Essas particulas são tão pequenas que mesmo de perto não podem ser vistas. Muitos séculos passarão até que essa verdade seja aceita. Chegará o dia em que essas partículas serão até 'vistas' pelo homem. Ide e ensinai a todos e aqueles que nela acreditarem encontrarão respostas para as suas perguntas sobre o Universo."Demócrito de Abdera, filósofo grego, é conhecido como o maior expoente da teoria atômica ou do atomismo. De acordo com essa teoria, tudo o que existe é composto por elementos indivisíveis chamados átomos (e é daí que vem a palavra átomo, que em grego significa "a", negação e "tomo", divisível. Átomo= indivisível).

Epicuro desenvolveu o atomismo em alguns aspectos. Ele defendia ardorosamente a liberdade humana e a tranqüilidade do espírito. O atomismo, acreditava o filósofo, poderia garantir ambas as coisas desde que modificado. A representação vulgar do mundo, com seus deuses, o medo dos quais fez com que se cometessem os piores atos, é obstáculo à serenidade. Todas as doutrinas filosóficas, salvo o atomismo, participam dessas superstições. No sistema epicurista, os átomos se encontram fortuitamente e esta é a grande modificação em relação ao atomismo de Demócrito (onde o encontro dos átomos é necessário). É este encontro fortuito que garante a liberdade (se assim não fosse, tudo estaria sob o jugo da Natureza) e garante a explicação dos fenômenos, sua elucidação, fazendo com que possam ser explicados racionalmente. Assim, ao compreender como opera a Natureza, o homem pode livrar-se do medo e das superstições que afligem o espírito.

Assim, estes gregos, há mais de 2400 anos atrás, disseminaram ensinos que só seriam retomados por volta de 1800 por John Dalton e seu modelo atômico. Por dar continuidade aos pensamentos gregos, Dalton influenciou vários cientistas a estudarem as propriedades do átomo. Bem, Klaphroth, em 1789, havia comprovodo a existência de uma "substância semi-metálica" em certo minério. Chamou ao metal "urânio", em honra à descoberta feita por Herschel em 1781 do planeta Urano (que recebeu esse nome em homenagem ao deus grego Urano, personificação do céu, e que, ironicamente, era tão desacreditado pelos filósofos que defendiam o atomismo). Estudando os átomos de urânio, Enrico Fermi e seus colaboradores observaram em 1934 que o bombardeamento de urânio com nêutrons, produzia emissão de partículas beta. Este reação só seria explicada em 1938, por Otto Hahn e Fritz Strassmann. Estes investigadores concluíram que o urânio bombardeado com nêutrons dava origem a isótopos de elementos mais leves, como o kriptônio ou o bário, por fissão do seu núcleo, libertando-se uma grande quantidade de energia. Entretanto, Fermi sugeriu que a fissão produzia novos nêutrons que poderiam originar novas fissões noutros núcleos e assim tornar a reação auto-sustentada. De forma que se pudessem ordenar essa reação em cadeia, poderiam produzir uma liberação de energia estupenda. Assim, o primeiro teste de uma arma nuclear baseada na fissão do urânio foi realizado em Alamogordo, Novo México, em Julho de 1945.

Nem Leucipo, Demócrito ou Epicuro poderiam imaginar que seus pensamentos resultariam em algo que pode destruir o mundo. Ou talvez Demócrito soubesse (espero que neste momento o leitor use de discernimento pois o que se segue é uma teoria conspiratória, huahuauha), visto que acreditava em um universo infinito, onde existem muitos outros mundos como o nosso. Na verdade, para ele, existe um número infinito de mundos, sendo que pelo menos um deles, e talvez mais do que um, é uma cópia exata do nosso, com pessoas como nós. Então se o mundo acabasse nossas cópias perfeitas continuariam vivendo num outro mundo localizado em algum lugar do universo. Relembrando o que Leucipo disse a seu discípulo na praia do mar Egeu em 430 a.C, "Muitos vêem e nâo enxergam; use os 'olhos da mente', pois estes nunca o deixaram na escuridão do conhecimento". Use os "olhos da mente" e, quem sabe, você também não veja coisas além de seu tempo?



Escrito por hERBERT wEIL às 00:55:00
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Diálogo Socrático sobre justiça

Há exatos 172 anos, no dia 25 de Fevereiro de 1836, foi patenteado o primeiro revólver no mundo, pelo norte-americano Samuel Colt. Ele revolucionou os processos de fabricação, em 1836, ao estabelecer uma fábrica de pistolas (com design próprio) a partir de peças intercambiáveis. O revólver de Colt foi revolucionário para sua época, pelo fato de ser de fácil recarregamento e manuseio (se comparado com as armas excessivamente pesadas, imprecisas e grosseiramente rústicas de sua contemporaneidade), além de ser mais barato que as armas concorrentes. Devido a esses fatores este revólver, bem como todos os outros tipos de armas de fogo que vieram depois, ficou acessível à maioria das pessoas.

Mais de 70% dos homicídios são por armas de fogo no Brasil. Foram registradas 39.325 mortes por armas de fogo somente em 2003. Contudo, é interessante observar as causas destes homicídios. Veja o que diz esta matéria: "As relações entre pessoas ligadas à criminalidade geram um universo que proporciona a violência, tornando o homicídio uma forma eficiente de se fazer justiça. "Não existe um intermediador de conflitos como a Justiça oficial. Matar o outro passa a ser uma questão de sobrevivência", constata o jornalista Bruno Paes Manso. Em seu estudo Homicidas e Homicídios. Reflexões sobre a atualidade urbana de São Paulo, o pesquisador abordou a racionalidade da ação homicida nesse ambiente" (o grifo é meu). Muitos criminosos "fazem justiça" matando outros criminosos que, porventura, tenham lhe causado prejuízo de qualquer espécie. Contudo, observe que o artigo menciona "fazer justiça". Mas o que significa isso? Alguém "faz" a justiça? E se outro o fizesse, ainda seria justiça? O que é ser justo? O que é a justiça?

Sócrates fazia essas mesmas perguntas há 2408 anos atrás em Atenas, e para Atenas. Como foi considerado no artigo anterior "Desbanalize", seu método de ensino (se é que podemos chamar de ensino) consistia em fazer uma série de perguntas para provar, testar, os argumentos de seu interlocutor. Veja como o filósofo Paulo Ghiraldelli exemplifica o método socrático, ou elenkhos: "É afirmado P, o enunciado P. Quem afirma P? O interlocutor de Sócrates afirma P. Este enunciado P é o que Sócrates que dar combate, é aquilo que Sócrates não acredita, é aquilo que Sócrates vai refutar. Como ele faz? Ele levanta outros enunciados, ele levanta por exemplo Q e R, ou mais outros. Então ele passa a chamar o interlocutor para que o interlocutor concorde, que também acredita, que também acha váldio, que também acha verdadeiro Q e R. Quando o interlocutor faz isso Sócrates mostra que concordando com Q e R o interlocutor está concordando com alguma coisa que é contraditório a concordar também com P, a primeira afirmação do interlocutor". Bem, eu, primeiramente reconhecendo que não conseguiria ser tão eficaz quanto ele, me propus, esta tarde, a iniciar um "Diálogo Socrático" acerca do tema supracitado, a saber, a justiça. Salvei a conversa e vou colocá-la na íntegra a seguir:

icognita12@hotmail.com says:

o que é a justiça?

carlos_faria182@hotmail.com says:

A justiça é aquilo que os homens não sabem fazer

icognita12@hotmail.com says:

você se considera justo?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não, nem um pouco

icognita12@hotmail.com says:

algo justo é algo razoável, portanto ser uma pessoa justa é ser uma pessoa razoável

icognita12@hotmail.com says:

você considera os homens como razoáveis?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não

icognita12@hotmail.com says:

razoável é algo sensato

icognita12@hotmail.com says:

sensato é alguém de bom senso

icognita12@hotmail.com says:

senso é a faculdade de julgar

icognita12@hotmail.com says:

raciocinar

icognita12@hotmail.com says:

você acha que o homem tem a capacidade de julgar?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não tem, e nem deve, ninguém é 100% confiavel

icognita12@hotmail.com says:

é justo dar crédito à capacidade de julgar de alguém?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Tem realmente necessidade dessa pessoa ser julgada?

icognita12@hotmail.com says:

vamos supor que uma pessoa tem de decidir sobre se determinada ação de determinada pessoa é certa ou errada, podemos dar crédito a essa capacidade que ela tem julgar as ações do outro?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não, porque o que pode ser certo pra ela talvez seja o errado pra mim

icognita12@hotmail.com says:

para você existe uma forma de julgar não passível de erros, certa?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não, julgar realmente é uma coisa injusta hsauoheoisa

icognita12@hotmail.com says:

toda a justiça é injusta?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não, mais o ato de julgar na maioria das vezes não é coerente

icognita12@hotmail.com says:

é impossivel para homens serem justos, fazerem uso da justiça?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Justiça creio eu que não foi feita pra homens

icognita12@hotmail.com says:

então para quem?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Cabe a Deus julgar o que é certo e errado

icognita12@hotmail.com says:

e porque Deus criou a justiça, visto que homens não podem praticá-la?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Criou pra ele, não pra nós, porque sabe que somos seres humanos cheio de erros

icognita12@hotmail.com says:

é justo Deus exigir que os homens sejam justos?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Sim

carlos_faria182@hotmail.com says:

é o que ele tenta né

icognita12@hotmail.com says:

como Deus pode ser justo ao exigir que homens façam algo que eles não sabem fazer?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Deus exigir o ato de ser justo e não o de querer julgar os outros, dizendo o que certo e o que é errado

icognita12@hotmail.com says:

o homem pode ser justo?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Claro

icognita12@hotmail.com says:

uma pessoa justa sabe fazer justiça?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Não, devemos ser justos e não tentar praticar a justiça

icognita12@hotmail.com says:

uma pessoa justa nao pratica a justiça?

carlos_faria182@hotmail.com says:

é justo praticar a justiça, mesmo sabendo que não devemos julgar ninguém?

icognita12@hotmail.com says:

se Deus exige que sejamos justos é justo ser justo, entretanto o que define alguém ser justo?

carlos_faria182@hotmail.com says:

Okeis, justo é o ato de julgar e proceder com eqüidade, conforme à razão, à verdade. (mais como saber se está falando a verdade?)

icognita12@hotmail.com says:

ser justo portanto é julgar com igualdade, retidao, justiça, de forma que se podemos ser justos podemos julgar com justiça

icognita12@hotmail.com says:

\o/

icognita12@hotmail.com says:

e portanto podemos fazer justiça, o que contradiz a sua primeira afirmação de que o homem não sabe fazer justiça

icognita12@hotmail.com says:

Segundo Aristóteles, o termo justiça denota, ao mesmo tempo,legalidade e igualdade. Assim, justo é tanto aquele que cumpre a lei (justiça em sentido universal) quanto aquele que realiza a igualdade (justiça em sentido estrito).

carlos_faria182@hotmail.com says:

Eu sabia que ia me contradizer =[

carlos_faria182@hotmail.com says:

Saeshuiaoheoiahsioheisuaoesa

icognita12@hotmail.com says:

haueuauhehahea

icognita12@hotmail.com says:

vc acaba de perder para o dialogo socratico

icognita12@hotmail.com says:

keokeaokeaok

icognita12@hotmail.com says:

tema do artigo de hoje

carlos_faria182@hotmail.com says:

SAEHUOISAHUEOIHUOISUEAS

Não farei aqui uma análise profunda de cada uma das perguntas e argumentos, deixando este empenho para você leitor, mas fica óbvio que o discurso/diálogo socrático buscava trazer à tona as premissas, as bases, as fundamentações, do raciocínio das pessoas, o que, muitas vezes, acabava por mostrar que estas premissas não estavam de acordo com a razão. Sócrates nos incentiva a fazer uma pesquisa profunda sobre tudo aquilo em que acreditamos. O porque acreditamos e como acreditamos. A natureza essencial da arte de Sócrates está em que ele parecia não querer ensinar as pessoas. Pelo contrário, dava a impressão de desejar aprender com aqueles com quem conversava. Em vez de dar aulas como um mestre tradicional, debatia, simplesmente fazendo perguntas - principalmente para começar uma conversa - com se nada soubesse. Ao longo dos debates, em geral levava os oponentes a reconhecer a fraqueza de seus próprios argumentos e, encostados contra a parede, finalmente compreender o que estava certo e o que estava errado.Embora colocasse em constante dúvida a extensão de seu conhecimento (um método que Descartes usaria cerca de dois mil anos mais tarde). Sócrates achava possível um homem alcançar verdades absolutas acerca do Universo. Ele sentia a necessidade de estabelecer uma base sólida para nosso conhecimento, um alicerce que, segundo ele, estaria na razão do homem. Com essa inabalável crença na razão humana, Sócrates era decididamente um racionalista.

Questione à luz da razão suas convicções, talvez você mude de opinião, talvez não. Quem sabe?

 



Escrito por hERBERT wEIL às 00:55:32
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CORREÇÃO

haueuheuhaeuhaeuhea

 

agora q fui percebe q eskeci de colocar um título no artigo de ontem (24 de fevereiro)

 

o título é o seguinte:

 

DESBANALIZE

xD

 

agradeço a compreensão de todos

 

e comentemmmmm os artigoossss pleaseee

 

vlw



Escrito por hERBERT wEIL às 03:03:52
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No último dia 21 pudemos apreciar o eclipse da Lua, em um evento no qual o alinhamento Sol-Terra-Lua se forma por alguns instantes. A Terra foi, aos poucos, entrando na frente da Lua e fazendo esta sumir em sua sombra. Para nós hoje é fácil de compreender o funcionamento deste tipo de eclipse, bem como do eclipse solar. O eclipse solar nos revela o alinhamento Sol-Lua-Terra, onde a sombra da Lua é projetada na superfície terrestre. É interessante notar que mesmo o Sol sendo tão imensamente maior que a Lua, esta, por alguns instantes, consegue encobrir totalmente o Sol. Isso acontece porque o Sol é 400 vezes maior que nosso satélite e está 400 vezes mais distante da Terra do que a Lua, de forma que os tamanhos são perfeitamente iguais quando postos um na frente do outro.

 

No passado, contudo, era um evento um tanto quanto incompreendido. Tales de Mileto, considerado por muitos o primeiro filósofo de que se tem notícia, foi o primeiro explicar o eclipse do Sol, ao verificar que a Lua é iluminada por esse astro. Segundo Heródoto, ele teria previsto um eclipse solar em 585 a.C (os astrônomos modernos calculam que esse eclipse se apresentou em 28 de Maio do ano mencionado por Heródoto). Segundo Aristóteles, tal feito marca o momento em que começa a filosofia. Apesar de ser visivelmente impressionante, um eclipse solar é fácil de se entender por um observador esclarecido. Talvez, então, pareça banal o fato de Tales de Mileto ter "explicado" este acontecimento. Entretanto, veja o que Paulo Ghiraldelli, filósofo contemporâneo brasileiro de renome, diz a respeito da filosofia: "Ora, o que a filosofia faz, na acepção tradicional que aparece em Platão e Aristóteles, é justamente o que, no meu jargão, pode ser dito assim: olhar o banal como não mais banal. Desse modo, na minha acepção, a filosofia é o vocabulário com o qual desbanalizamos o banal. Tudo com o qual estamos acostumados torna-se motivo para uma suspeita, tudo que é corriqueiro fica sob o crivo de uma sentença indignada, e então deixamos de nos aceitar como acostumados com as coisas que até então estão estávamos acostumados". Dessa forma, Tales de Mileto estava fazendo filosofia. Tornando algo que era banal em algo não banal. Criando a significação da filosofia, a saber: A desbanalização do banal.

Sócrates foi um desbanalizador legítimo. Ele andava descalço (e também não tomava banho) pelas ruas de Atenas fazendo perguntas aos transeuntes, tais como: "O que é a coragem?", "O que é a justiça?", "O que é vergonha?", "O que é ser nobre?" ou ainda "Qual o papel da música na vida?". As pessoas, em face dessas perguntas, viam que, mesmo considerando tais coisas como corriqueiras, banais, não sabiam, não tinham um conceito formado, sobre nenhuma delas. Para ensinar, Sócrates usava o método conhecido atualmente como o "Diálogo Socrático", onde ele trazia conhecimento aos seus alunos através de uma série de perguntas, analisando as respostas e fazendo mais perguntas. Com isso, ele guiava o aluno ao descobrimento do conhecimento (o que podia durar horas de discussão em praça pública). Diferentemente de outros filósofos, Sócrates focou sua desbanalização no homem. Em questões humanas. Não explorou áreas da filosofia como natureza, universo ou religião, mas buscou o valor prático da filosofia na vida do homem. De modo que seus ensinos buscavam induzir todos a levarem uma vida eticamente correta. Podemos arriscar dizer que Sócrates fazia uma filosofia "aplicada", enquanto seus companheiros filósofos de outras eras faziam uma um tanto quanto "teórica".

Portanto, da próxima vez que observar um eclipse (solar ou lunar), ou se deparar com algo banal, desbanalize-o. Você estará, por incrível que pareça, filosofando - o que para Sócrates deveria ser a atividade mais importante na vida de um homem.

 



Escrito por hERBERT wEIL às 00:54:42
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7 dias

\o/. Uma semana de blog.

 

 

 

 

 

... e já to sem idéia pra escreve.... hahuseuhsaueuahse

(talvez eu pense em alguma coisa até o final do dia... TALVEZ....)

deixem comentarios aiiiiiiiiiiiiii com idéiassssss por favorrrrrr

vai ajuda bastante haseuasuhe

vlwwww



Escrito por hERBERT wEIL às 13:46:08
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A quinta-feira mais louca da minha vida

A última quinta-feira foi uma das mais loucas que já tive. Era um dos dias de trote da primeira semana de "aula" na faculdade. Como sempre, fui o primeiro a chegar. Sentei em um dos bancos na entrada principal esperando os outros alunos de jornalismo. Como eu já tinha em mente o que me aconteceria já fui preparado: camisa de dormir, shorts e chinelo. Aos poucos os outros alunos foram chegando. Mayko, Mayra, Juliano, Carlos, Fábio, Kellen (que estava toda produzida e era apenas o segundo dia que ia naquela semana). Alguns veteranos ficaram com agente por ali conversando e contando todo tipo de piada (muitas delas sem graça) mas que todos riam, afinal, era um dia de zuera e qualquer bestera tava valendo. Um deles contou UMA das histórias em que ele quase foi expulso da escola. Sua professora havia falado mal do Michael Jackson ao que ele disse:

- Mas ele foi um ícone da música...

- É, só que ele era o lobo-mau da história... - disse a professora

- É... ele comia as criancinhas...

Bem, após algumas histórias como essa duas garotas, uma morena e outra loira (de olhos azuis intensos), apareceram com batons e canetões. Escreveram na testa de todos os calouros a palavra "Bixo" e nos braços. Papo vai papo vem, as duas voltam com esmalte rosa. Passaram em todos os calouros denovo. Alguns minutos e dois veteranos apareceram com duas latinhas de spray pra cabelo. Espirraram em todos nós, até ficarmos com os cabelos laranjas, azuis, vermelhos, roxos e verdes. Mais um pouco de conversa e então eles se aproximaram com um pote cheio de erva-mate, eu, me atencipando, peguei uma mão cheia ao passo que eles jogaram todo o conteúdo em cima da gente. Joguei de volta, o que não fez diferença nenhuma, porque já vinham outros com sacos de trigo cheios. Levantei para tentar fugir. Em vão. Logo estava coberto de trigo, e comecei a ajuntar o que caíra no banco para retribuir. Uma guerra total se desenrolou apartir daí por alguns instantes até que saí correndo um pouco distante da confusão e um veterano me jogou uma espirrada de detergente. Fui pra cima dele e por sorte consegui tomar dele. Descarreguei o quanto consegui nele até que meninas com tinta guache apareceram. Enterravam o dedo nos tubinhos de tinta guache e passavam aonde acertassem em todos. Todos ficaram sujos igualmente. Até que alguém apareceu com uma máquina de cortar cabelo. Entretanto, só raspariam o cabelo aqueles que concordassem (dois concordaram, visto que não teriam de pagar o ingresso da festa de sábado). Ficamos um pouco ali em volta. Tiramos algumas fotos e um dos veteranos deu a idéia de nos levarem para o semáforo para pedirmos dinhero para a dita festa. A idéia foi aprovada pelo diretor de forma que fomos todos a pé até o semáforo. Mas antes, ali mesmo, na entrada principal, nos fizeram dançar a "dança do elefante". Que consistia em passar uma das mãos por debaixo das pernas para que o outro pudesse pegar atrás e com a outra pegar na mão do da frente enquanto andávamos cantando: "Ei Ei Ei Veterano é nosso rei". Os veteranos pareciam estar mais animados que os próprios calouros. Andamos alguns metros dançando e depois fomos a pé mesmo, na companhia de alguns carros e motos dos professores. Muitas fotos e algumas câmeras filmadoras. Descemos a descida (huaeuhau) da UNIR, pedindo dinhero para todas as pessoas que vinham olhar curiosas o barulho na rua. Conseguimos alguns trocados até que chegamos no semáforo. Cada vez que ele ficava vermelho uns 30 estudantes invadiam a rua pedindo "Pelo menos 1 real! Tiooo 1 real!". Alguns se mostravam generosos e contribuíam. Começou a ensaiar uma chuva e nos dirigimos para a humanus, onde alguns alunos acabavam de sair de seu curso. Todos começaram a cantar em coro "Au Au Au eu quero um real". Rindo continuamos adiante até chegarmos na pizzaria tropical. Com a autorização da proprietária fomos pedir de mesa em mesa. Um dos pai se propôs a pagar 5 reais se cantássemos parabéns para uma de suas filhas, Juliana, que estava no banheiro naquele momento. Alguns momentos de espera e quando ela saiu do banhero, todos começaram a cantar parabéns. Sem graça acabou dando um real. Nos dirigimos então para a praça e alguns até mesmo pediram para os guardas. Subimos e nos deparamos com a picanha. Estava lotada e com música ao vivo. Com calma fomos pedir de mesa em mesa novamente e até mesmo um dos professores pegou o microfone do cantor para explicar a razão de nossa invasão. Bem, já era tarde e depois disso voltamos para a praça para contar o dinhero que havíamos arrecadado. Para minha surpresa a contagem revelou o valor de 92,50 reais. No entanto, quando já estávamos indo embora, um dos alunos mostrou uma nota de 50 reais e disse que havia conseguido enquanto pedia. Todos ficaram muito animados e tiraram fotos da nota se perguntando o que teria ele feito para que o dito cujo lhe desse tão grande soma de dinheiro. Não revelando o segredo todos voltamos discutindo quando e como gastaríamos o dinheiro. Ainda teve um minuto de apreensão, pois a polícia parou uma das motos que nos acompanhavam e não parava de buzinar. Resolvido o mal entendido paramos novamente no semáforo e ficou decidido usar os 142,50 reais adquiridos em um almoço no domingo na casa de um dos veteranos. Como minha bicicleta estava na faculdade peguei carona com a van que voltava para lá. Quando chegamos um dos alunos foi abrir a porta e a porta saiu do eixo. O professor foi tentar arrumar e a câmera filmadora caiu de dentro da van no asfalto. Ele assustado pegou a camêra, olhou e vendo que não havia acontecido nada se tranquilizou. Os alunos que haviam "raspado" o cabelo foram terminar de raspar tudo. Eu peguei minha bicicleta e voltei para casa. Tomei um banho e fui dormir, depois da quinta-feira mais louca da minha vida \o/. xD.



Escrito por hERBERT wEIL às 20:24:03
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Encontre o caminho para seus ideais

Que somos idealizadores isso já sabemos. Mas note que durante a história o homem tem mostrado sua capacidade de perseguir seus ideais, de fazer valer sua concepção dentre todas as outras já pré-estabelecidas. Esta determinação resume-se em praticamente todas as guerras, conflitos, disputas, e atritos entre grupos distintos de pessoas (sem citar o sofrimento auto-induzido que muitos passam por causa daquilo que acreditam). Um ideal é definido pelo dicionário da seguinte forma: "Que reúne todas as perfeições concebíveis e independentes da realidade". Atente para o fato de que os ideais idealizados (^^) pelo homem são idependentes da realidade, ou seja, por mais adversa que a situação esteja para que seus ideais possam se tornar realidade isso não constitui impedimento para se idealizar tal coisa.

 

Ainda me lembro de uma frase dita por meu pai, enquanto este falava sobre meu futuro e meus ideais na vida: "Se você sonha chegar até aqui (disse ele colocando a mão sobre o painel do carro) você chegará até aqui (neste momento ele colocou a outra mão bem atrás da outra). Por isso você deve sonhar alto, visto que nunca chegará onde almeja. Quanto mais alto você sonhar, mais longe chegará". Friedrich Nietzsche concordava com esse pensamento quando disse: "Quem atinge o seu ideal, ultrapassa-o precisamente por isso". Não podemos estabelecer isso como regra, mas a maioria de nós não atingirá nenhuma de suas aspirações. Já que, teoricamente, sempre terminaremos muito antes de atingir nossos objetivos, alcançá-los constitui-se uma vitória em si só, era como se ultrapassássemos nossas capacidades.

E é nessa busca incessante através dos séculos que encontramos o homem se inspirando em indivíduos que mudaram sua realidade e puderam chegar aonde almejaram. Um dos clássicos do cinema, o filme Coração de Cavaleiro, tem toda a sua essência baseada na busca do personagem principal por seus ideais. Nascido em uma família de camponeses, William Tatcher nutria desde pequeno o desejo de se tornar um cavaleiro, em uma época que apenas membros de família nobre o poderiam ser. Dizendo uma frase que ficaria marcada à fogo na mente de seu filho, o pai de William nos traduz todos os anseios de um homem, viva ele na idade média ou nos dias contemporâneos: "Sim William, um homem pode mudar seu destino". Todos nós desejamos mudar nosso "destino". Desejamos transformar nossa futura vida em algo do qual nos poderemos orgulhar. No entanto, querer nem sempre é poder. Já dizia o escritor André Malraux:" Os homens só morrem pelo que não existe". Milhões, e porque não dizer bilhões, de pessoas morreram sem atingir seus ideais.

Simone Adolphine Weil foi uma escritora e filósofa francesa, tornou-se operária da Renault para escrever sobre o cotidiano dentro das fábricas, lutou na Guerra Civil Espanhola ao lado dos republicanos e morreu de parada cardíaca aos 34 anos de idade no Sanatório Grosvenor protestando contra as condições em que eram mantidos os prisioneiros de guerra na França ocupada. Em um de seus inúmeros artigos escritos ela diz, definindo sua própria vida e realidade: "Embora vivamos entre realidades mutáveis, diversas e determinadas pelo jogo volúvel de necessidades externas, agimos, lutamos, sacrificamos a nós e a outros em nome de abstrações cristalizadas, isoladas". Com 15 anos ela já tinha um diploma de filosofia e vontade de mudar o mundo. Sua força de vontade traduziu-se no ano em que deixou o magistério em uma escola secundária para moças, e foi viver como e entre operários para entender seu universo mais completamente. Foi tachada de "Filósofa militante". Sua filosofia a definiu e vice-e-versa. Viveu, morreu e não venceu. Todavia, ela sacrificou-se sozinha por suas causas. Como ela mesmo disse, há ainda pessoas que sacrificam outros "em nome de abstrações",ideologias. Muitas vezes isso acontece quando ambição e poder se juntam. Um dos exemplos máximos de que essa junção não dá certo foi Adolf Hitler. Sua vontade de mudar o mundo, criando uma raça pura e estendendo seu reinado por todo o globo, teve um preço caro a ser pago por ele e por mais de 60 milhões de pessoas que perderam a vida.

Poderíamos citar centenas de nomes de pessoas que também fizeram da guerra um meio para alcançar seus ideais. Contudo, observe que não apenas pessoas isoladas fizeram isso, vários povos e grupos de pessoas fizeram o mesmo. Famosa nesta linha de pensamento foi a Revolução Francesa, onde identificamos a Queda da Bastilha como um dos seus acontecimentos mais importantes. No 14 de Julho de 1789 uma multidão enfurecida, munida de mais de 3.000 espingardas e alguns canhões, invadiu e tomou por assalto a Bastilha, castelo onde era mantida uma prisão e reservas de pólvora. Todos aqueles revoltosos reinvindicavam um único ideal e se organizaram para tentar torná-lo concreto. É impossível para nós hoje enumerar quantas revoluções e revoltas ocorreram no curso da história. E, de fato, contradizendo Karl Marx, Simone Weil disse: "Não é a religião, mas sim a revolução, o ópio do povo". André Malraux parece, novamente, compartilhar do mesmo sentimento de Simone ao dizer: "A revolução, as férias da vida". Até hoje, na França, 14 de julho é feriado.

Sendo todos nós idealistas nos confrontamos com o dilema que Nietzsche propõe: "O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno". Em qualquer lugar e sobre as mais variadas condições o homem sente a necessidade de mudar aquilo que acha que deve ser mudado e perseguir seus ideais. Um caso que podemos tomar por exemplo são os muçulmanos xiitas. Já por muito tempo eles realizam o ritual de autoflagelação do Muharram no Afeganistão. Com facas, correntes e chicotes com pregos, homens e crianças cumprem nas ruas a tradição religiosa. O Muharram é o mês mais sagrado para os muçulmanos xiitas em lembrança à morte do Rei Hussein, neto do profeta Maomé e um símbolo de martírio. Este morreu no ano de 680 e até hoje é visto como modelo, ideal, a ser seguido pelos xiitas. Em meio a tantos conflitos internos, e externos, que o Afeganistão vive hoje em dia, os xiitas, como grupo, ainda buscam seus ideais, mesmo que isso signifique que eles terão de cortar a prórpria pele com facas, espinhos e pregos.

Sir William Wallace foi um guerreiro escocês que liderou seus compatriotas na resistência à dominação inglesa imposta pelo reinado do rei Eduardo I. Sua participação foi decisiva na Guerra de Independência Escocesa. Wallace venceu os ingleses em várias batalhas, culminando com o nascimento do estado escocês. As crenças de William Wallace são claras no que alguns dizem ser seu verso favorito dito por Mel Gibson com vibrante determinação no filme Coração Valente: "E nós voltaremos aqui, para dizer a nossos inimigos, que pode até ser que eles tomem nossas vidas, mas eles jamais deverão tentar tomar nossa liberdade". Seu ideal, a liberdade, deu sentido à sua vida. Era o objetivo de sua vida, e de sua morte, alcançar este ideal. Wallace, embora morto há sete séculos, ainda vive na história e na imaginação da Escócia.

E você? Quais são seus ideais? Está lutando por eles? Encontrou um meio de tornar seu ideal realidade? Você tem ideais?? Se a resposta for não atente para o que Martin Luther King, um dos símbolos da defesa pelos direitos dos negros, que entregou sua vida pelos seus ideais, mesmo depois de 28 anos preso e muita luta, disse: "Se você não está pronto para morrer por alguma coisa, você não está pronto para viver". Seu mais famoso discurso chamava-se "Eu tenho um sonho" (vou colocar o link do seu conteúdo no final do artigo) e reafirmava sua convicção naquilo que acreditava. Milhões de negros hoje agradecem por seus feitos. É óbvio que nem todos nós conseguiremos nos tornar símbolos nacionais defendendo aquilo que acreditamos, entretanto, "quem não sabe encontrar o caminho para o seu ideal vive de um modo mais leviano e insolente que o homem sem ideal" - Friedrich Nietzsche.

 

http://experienciamagica.com/alistamento/?p=61 > Discurso "Eu tenho um sonho" de Martin Luther King.




Escrito por hERBERT wEIL às 15:38:27
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Entre razões e emoções a saída é...?

Você terá de adimitir que, assim como eu, já teve vontade de voltar a ser criança. Até mesmo Jean-Jacques Rousseau queria: "A infância tem as suas maneiras próprias de ver, pensar e sentir. Nada mais insensato que pretender substituí-las pelas nossas." Mas já parou para pensar o porque disso? O que você fazia quando criança que não faz hoje? A resposta é: expressava suas emoções. Sim, isso mesmo. As crianças expressam todas as suas emoções expontaneamente sem guardá-las para mais tarde, quando estiverem sozinhas. E "nada mais insensato que pretender substituir" esse modo de pensar das crianças pelo nosso. Quando crescemos vamos aprendendo com os adultos a não demonstrar nossos sentimentos. Erguemos barreiras e criamos defesas. É como se demonstrar sentimentos e expressar emoções fosse uma fraqueza. Por isso tentamos oprimir nossas emoções para que ninguém saiba que naquele momento estamos, teoricamente, impotentes.

Não é preciso muito esforço para notar que os homens tem mais dificuldade de externar seus sentimentos que as mulheres. As raízes dessa situação podem ser encontradas na educação um tanto quanto repressora que os homens recebem dos pais, família e sociedade que os incita a serem menos sensíveis. Normalmente a educação é mais severa nos meninos do que nas meninas sendo que estes, com freqüência, recebem mais castigos físicos do que as meninas. Por terem dificuldades em expressar suas emoções e, principalmente, por terem receio delas, acabam abafando seus sentimentos. Uma pesquisa realizada em 2001 perguntou a adultos americanos se uma série de qualidades se aplicava mais a homens do que a mulheres. Noventa por cento disseram que a característica "emocional" se aplica mais a mulheres. A pesquisa não perguntou a respeito de emoções específicas ou conotações positivas ou negativas para a palavra "emoção". Mas parece provável, a partir dos resultados, que a maioria dos americanos vê mulheres como capazes de experimentar, ou com tendência a experimentar, uma série mais ampla e intensa de emoções do que os homens, ou seja, os homens são mais racionais e as mulheres mais sentimentais. Possivelmente era isso o que Voltaire quis dizer nesta frase claramente feminista: "Os raciocínios do homem, todos juntos, não valem o sentimento da mulher."

É fato, no entanto, que, tanto homens como mulheres, tem uma certa dificuldade em expressar suas emoções. Como não são tangíveis, muitas vezes temos dificuldade em identificá-las ou entendê-las, e assim organizá-las. Quando acumulamos muitos sentimentos aprisionados começa o stress. Aquela sensação de que há algo não resolvido dentro de nós. Em casos mais graves pode se transformar em angústia. Uma forma que muitas garotas encontram para descarregar essa sobrecarga de emoções é escrever um diário. Como muitas vezes não conseguem falar, ou fazer, na hora do acontecido, resolvem escrever sobre isso depois, sozinhas. Algumas fazem verdadeiras análises de si mesmas e suas atitudes, como que dando lições de moral em si mesmas. Durante o dia inteiro acumulam sentimentos e a noite os despejam no papel. E, de fato, escrever sobre os próprios sentimentos pode até mesmo melhorar a saúde e ajudar na luta contra doenças. Por exemplo, foi realizada uma pesquisa na Universidade de Kansas, nos Estados Unidos, onde acompanharam 180 mulheres em estágio inicial do câncer de mama por três meses e as conclusões são claras. Elas foram divididas em 3 grupos. Um escreveu sobre o medo de morrer, o segundo sobre a aproximação da família e o último não escreveu nada. Quem passou para o papel seus sentimentos teve menos da metade dos problemas físicos relacionados ao tratamento. Note o que diz a psicóloga clínica Rosemeire Zago: "Escrever é altamente terapêutico e torna-se cada vez mais fácil com a prática. Serve para fazer um levantamento de nossas idéias e uma auditoria nos sentimentos. É uma maneira de comprometer-se consigo próprio, transformando o raciocínio em palavras que podem ser relidas, analisadas, sem defesas ou fugas, que muitas vezes acontecem quando ficam limitadas apenas aos pensamentos". Resumindo: aprisionar por muito tempo muitas emoções não faz bem, em contra partida falar sobre elas, nem que seja a você mesmo, ajuda.

O ser humano expressa seus sentimentos de várias formas. Apesar de serem abstratos, os sentimentos são incessantemente "traduzidos". Quantas vezes você já não se identificou com certa música que traduzia as exatas emoções que estava sentindo? Ou talvez já tenha assistido um filme que te deixou emocionado? Ou lido um poema que fez aflorar seus sentimentos? Ou ainda lido um livro emocionante? Ou visto um desenho, tela, quadro ou pintura que lhe trouxe à tona sentimentos representados nele(a)? A música, os filmes, os poemas, os livros e as representações artísticas em geral são formas que seus autores encontram para externar aquilo que estão sentindo. Candido Portinari reconheceu isso ao dizer: "O alvo da minha pintura é o sentimento. Para mim, a técnica é meramente um meio. Porém, um meio indispensável." Vivenciamos essas situações em nosso cotidiano e, geralmente, passamos por elas sem dar-lhes a devida importância. É preciso reconhecer que não há como evitar ou eliminar os sentimentos, pois esses aparecem de uma forma ou de outra. Eles sempre existirão e se não soubermos lidar com os mesmos de uma maneira construtiva teremos grandes chances de nos tornar pessoas infelizes, improdutivas e doentes.

Vivemos em uma sociedade que tenta abafar os sentimentos, parece que existe uma placa invisível em todas as ruas, prédios e casas com a seguinte frase: SENTIR NÃO É PERMITIDO. Somos ensinados a desconsiderar os sentimentos desde crianças. As famílias e escolas estão preocupadas demasiadamente com o desenvolvimento da inteligência racional dos seus filhos e alunos e se esquecem de ensiná-los a serem também pessoas inteligentes emocionalmente. Segundo Hendrie Weisinger, psicólogo clínico e autor de vários livros sobre a inteligência emocional, "um dos componentes da inteligência emocional é a capacidade de perceber, avaliar e expressar corretamente suas próprias emoções e as dos outros".Atualmente, são raras as pessoas que conseguem identificar suas próprias emoções e lidar de uma forma proveitosa com as mesmas (quanto mais lidar com a dos outros!) Se algum amigo ou colega de trabalho fala de seus sentimentos, a primeira reação da maioria das pessoas é tentar desviar do assunto.

Algumas vezes chegamos ao absurdo de considerar aquele que está expondo os seus sentimentos ou demonstrando afeto como uma pessoa fraca, ingênua ou babaca. Ledo engano. São nesses momentos que devemos lançar a seguinte pergunta: Quem é o verdadeiro fraco? Aquele que enfrenta e lida com todos os sentimentos inevitáveis que acontecem durante o dia, ou aquele que foge desesperadamente, nega e evita qualquer tipo de manifestação emocional própria ou do outro? Aquele que desenvolveu e trabalha continuamente uma estrutura emocional e, conseqüentemente, sabe ajudar o outro sem se prejudicar ou aquele que desconsidera o sentimento do outro, refutando-o dizendo: "Ah, isso é besteira". A dificuldade maior está em lidar com os sentimentos negativos que permeiam nossos pensamentos, aqueles que construímos ao longo da vida com base no julgamento afetivo das situações que experimentamos com os outros. Grande parte das pessoas não consegue lidar com situações emocionalmente instáveis, particularmente quando as emoções em questão são a raiva, a ansiedade ou a tristeza. Quando essa dificuldade junta-se com a da comunicação os resultados podem ser piores ainda.

Quanto mais conseguirmos enfrentar as nossas emoções negativas menos elas nos serão desconfortáveis. Os sentimentos que não são enfrentados acabam se acumulando e tornando-se piores do que se nós tivéssemos prestado atenção neles no momento em que apareceram. Já dizia há muito tempo o filósofo Sócrates: "Conhece-te a ti mesmo". Então, o importante é cada vez mais desenvolver a consciência do impacto dos seus sentimentos em você e das reações positivas ou negativas que ele provoca nos outros por meio das suas palavras ou atitudes. Muitas vezes não é possível fazer todas essas reflexões e atitudes sozinho. Não é uma tarefa tão simples e fácil como parece. Conseguir falar sobre o que causa determinados sentimentos, e o mais importante, falar com as pessoas que porventura venham a causar esses sentimentos ruins, será um grande passo neste sentido. Sempre haverá sentimentos que não conseguiremos traduzir, afinal, só "sabemos dizer o que sabemos sentir" (Miguel de Cervantes).

Finalmente, vale ainda frisar que sentimento não tem tempo e nem tabela de especificações. Cada um sente do jeito que sente. De forma que ninguém sente pior ou melhor do que o outro. O sentimento é próprio de cada um. Você é o único que pode saber da itensidade de seus sentimentos, pois é o único que os está vivenciando. Uma briguinha que para você não tem muita importância, provavelmente, para uma outra pessoa pode ter bastante significado. Não existe um manual ou uma fórmula que diga exatamente como você deve se sentir ou reagir à determinada situação. Cada um tem um tempo próprio para digerir os seus sentimentos. Portanto, respeite o seu ritmo e não menospreze ou tente acelerar o ritmo do outro.


"Todo o nosso saber começa nos sentimentos." (Leonardo da Vinci)



Escrito por hERBERT wEIL às 12:31:43
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